Essa é das boas e antigas… (daria um bom episódio para o CQC repóter inexperiente)

No austero âmbito do jornalismo preguiçoso e sem critérios, que não utiliza nem a pesquisa do meio virtual para garantir as verificações das informações vigentes da pauta a cumprir, pode-se surgir questões a respeito da construção de factóides, fait divers ou fatos sensacionalistas que denigre a imagem do que é veiculado para a sociedade.

Conscientes do poder da informação e das polêmicas ocasionadas por essa espécie de noticia, jornalistas e fontes mais preparados não deixam passar oportunidades no registro de informações captadas em entrevistas.

Uma prova bem caprichada desse exemplo é a entrevista cedida pelo cantor, compositor Marcelo Camelo, da banda Los Hermanos, ao “travar” uma conversa com um repórter – diga-se de passagem, está pessimamente preparado – acerca de uma possível rejeição da banda pela música “Ana Júlia”, responsável, de início, pelo sucesso nacional do grupo.

O que vocês acham? Bem, tudo começou quando fui assistir pela primeira vez ao filme Homem de Ferro. O filme me chamou logo atenção pelo ator principal, que eu não me recordava de quem se tratava, mas me lembrei muito bem de um videoclipe que ele interpretou.

O cantor Elton John é o compositor da música “I Want Love”, feita em um take de mais de dois minutos. Já Robert Downey Jr., o dublador desta música é o protagonista do filme lançado nos cinemas de todo o mundo: “Homem de Fero”, tradução de “Iron Man“, a história dos quadrinhos está fazendo sucesso entre os espectadores que assistem a um homem comum construir a sua própria armadura e tornar-se um super-herói.

Daí surgiu a minha idéia de montagens que estou usando ultimamente. Eu me perguntei: e se o Elton John gravasse algumas cenas no lugar de Robert, o homem de ferro? Aí está a resposta:

Homem de Ferro

Homem de Ferro 02

Homem de Ferro 03

A gente bate, rebate, entra em uma proposta intelecta de discussão. Pensamos profundamente sobre a pobreza, sobre a fome, o aquecimento global, o incremento da violência nas grandes cidades e sobre essa confusão: o Brasil, o mundo. A gente sabe também que atitude é o que falta, que a disparidade mata, e que o indigente não sabe o que é classe social, ele tem fome e de estômago é o que ele entende…

Difícil é tentar separar as classes, identificar as metades de um terço perdido. Das medidas só se sabe que classificar é uma tentativa de se enxergar e entregar a cara a tapa…

Vejamos uma mostra disso na música “Classe Média”: