Tema bastante reportado nas produções cinematográficas, o dom de antever algum acontecimento trágico ou inédito ainda é mistério para muitos estudiosos ou interessados no assunto. O fato é que ter sensibilidade para prever o destino pode ser motivo de zombaria, descrédito ou até mesmo tachar-se de loucura. Entre as mil definições para pensamentos ou sonhos inexplicáveis, estão aqueles que traduzem as mensagens ou ligam as premonições a causas divinas de religião.

O certo é que milhares de fiéis a esses paradigmas buscam em videntes a salvação de suas vidas ou a descoberta de males: resultado de campeonato de futebol, traição no casamento, o futuro de fulano, às vésperas de um ano que vai chegar. Todos nós afinal, gostaríamos não só de ver o além do tempo presente, mas fazer uma viagem aquém, no futuro.

Ser o único a estar lá e saber de tudo, saber de tudo… Enquanto isso, a mercê das inexplicáveis premonições, ainda não sabemos se os acidentes previstos por tantas Mães Dinah existentes por todo esse meu Brasil são verdadeiras ou mera coincidência. Por enquanto, continuamos vivendo de serás…

______________________

“Um dia acordo e uma das pessoas que mais amo está morta. Completamente imprevisível, inimaginável: Qual a razão de tudo isso??? Consternada e inconsolável, durmo, durmo profundamente…até o dia seguinte…seguinte??? Afinal em que dia estamos? E isso não foi ontem? Não estamos a um passo do passado, ou quem sabe dois…a pessoa que estava morta permanece viva, assim como meu amor por ela, mas como isso pode acontecer? tive um sonho ou um pesadelo???”

Devem ser essas as indagações nos pensamentos de Linda (Sandra Bulock) em um dos acontecimentos mais inexplicáveis de todos os tempos: “Premonições“. Bem, vamos por partes: o filme conta a história de Linda, uma mulher bem casada que mora com o marido Jim (Julian McMahon) e suas duas filhas. Uma família feliz.

Até que um dia, Jim viaja a trabalho e morre em um acidente de carro. Depois de momentos infinitamentes tristes, Linda acorda no dia seguinte e repara que tudo parece ter sido um sonho. Seu marido está em casa vivinho da silva. Mas pera aí: o que está acontecendo com sua vida? Intercalando entre dias de viúva e de casada, Linda se vê cercada por uma teia de acontecimentos inexplicáveis, que vão sugando a sua consciência. Só resta a ela a chave para descobrir este enigma.

Passado e futuro, acontecimentos reais de um pesadelo inacreditável que acontecem em uma semana em sua vida e faz ela pensar em milagre, fé, destino, morte e vida. Sensações e acontecimentos que me lembram uma história mais romântica, também estrelada por Sandra: a Casa do Lago, sendo este menos dramático e triste.

Nas cenas exclusas de um filme que ainda estar por vir, prepare-se que qualquer resquício de uma polêmica pode gerar mais lucro, através do interesse do público pelos assuntos midiáticos. Foi o que aconteceu com a produção americana baseado na obra do escritor Dan Brown, “O Código Da Vinci” (2006). Na época de sua estréia, causou pequenos e grandes alardes na mídia com acusações de que estaria “violando” as leis da Igreja católica por tratar de assuntos em que a história redigida na Bíblia cairia por terra.

Afinal, é só um filme ou uma atitude subversiva à religiosidade cristã? Pois bem, o fato é que as especulações atrairam nada menos que alguns milhares de espectadores. O filme não foi censurado e continuou a ser divulgado mesmo após a sua estréia em DVD. Outro mais recente foi o terceiro da franquiaPiratas do Caribe: o fim do mundo (2007), também americano, em que os chineses tentaram censurar por acharem que o filme denegria a imagem deles. Mas continua em sua peregrinação pelos cinemas de países mundo afora. A bilheteria também está de vento em poupa. E um dos motivos, alguém adivinha o porquê?

Leia mais:

Todos os produtos de inovação tecnológica tem suas glórias e os seus percalços.

O Digital Versatile Disc, mais propagado e conhecido pela sigla “DVD” é uma dessas premiações para os espectadores assíduos, ou não, da sétima arte. Nele reconheço excelentes pontos positivos para apreciação dos consumidores:

1) a possibilidade de se assistir em diversas línguas;
2) o material extra do filme: com making off, entrevistas e bastidores dos filmes, além de cenas excluídas e erros de gravações.

É interessante perceber o estilo dos diretores e quando se economiza por minutos de cenas que que não foram para a edição final do filme. O interessante do DVD é que ele permite a disponibilidade desse material.

Agora, pela possibilidade de arquivá-lo em sua forma digital, o novo produto permitiu a facilidade e icentivo à pirataria. Podemos baixar vídeos que ainda estão em cartaz nas salas de exibição do mundo inteiro.

Diante das receitas de bolo prontas para o forno. Eis que me aparece um prato principal. E daquelas delícias bem apreciativas, gostosas de comer…com os olhos, claro!

Décadas de 70 e 80, festivais e shows de pop contagiam as revolucionárias mentes adolescentes e deixam saudades…Afinal, nada como homens com roupas coladas, calças justas e um requebrado de quadris (Que brega, não?). Eis a fórmula enlouquecida que consquista platéias do mundo inteiro. Pop é um ritmo, era a magia. A banda!!

Engolida pelo mercado temporário e industrial da música, “POP” não resistiu as novas tendências e acabou guardada na caixinha musical das antigas fãs. Como uma história embalada em uma melodia, um dos astros de “POP”, Alex Fletcher (Hugh Grant), terá que compor uma música atual para a nova diva do ritmo popular; e arranjar, em um curto espaço de tempo, uma parceira (Drew Barrymore) para acertar os ponteiros musicas, encontrar sua letra, sua composição perfeita. Enfim, voltar ao caminho inspirador e escrever uma letra de amor.

O que desperta o jantar nesse filme é o mundo real criado a partir dele. A banda não existe, muito menos Alex Fletcher. No entanto, músicas, clips trazem a receita do sucesso da época, mesmo para aqueles que não conseguiram acompanhar de perto, pelo fato de fazer parte do universo ficcional. Hugh Grant e Drew Barrymore conseguem compor um par ideal na classificação de comédia romântica. Cenas impagáveis e inesperadas surpresas contradizem a uma certa “previsibilidade” exigida pela mesma categoria de filme hollywoodano.